Não é incrível como algumas coisas tornam-se verdadeiras epidemias dá noite para o dia e outras simplesmente terminam antes que se quer alguém chegue a ouvir falar delas?
O que faz a diferença? Por que determinadas coisas são tão contagiantes e se multiplicam de uma hora para outra? E por que outras... que outras? Eu nem me lembro das outras.
A resposta talvez esteja nos detalhes, citando Malcolm Gladwell “Basta uma ligeira mudança para se desfazer o equilíbrio e desencadear uma epidemia.”
Segundo o autor, existiria um “Ponto de Virada” (titulo de um de seus livros) no qual uma pequena ação ou uma ideia simples e eficiente pode fazer toda a diferença.
Se você parar no meio de uma avenida movimentada e começar a olhar constantemente para o alto de um dos edifícios, brevemente, muitos outros estarão fazendo o mesmo que você – alguns mais imaginativos ou alcoolizados talvez vejam alguma coisa realmente.
São atitudes pequenas, mas que mexem com características universais do ser humano, como a curiosidade, a raiva, a ambição, a sensualidade...
É necessário pensar no que está por trás de determinados comportamentos, pegar a raiz da coisa.
Descoberto isso, dado o primeiro pequeno passo, é hora de disseminar a ideia. E nessa hora entram os influenciadores dos grupos e da sociedade.
São essas pessoas que, por sua popularidade ou pelo seu crédito, funcionam como “mestres” - lembra? A brincadeira de siga o mestre?
Nesse momento tem início o famoso boca a boca, e para o “vírus” se alastrar é uma questão de tempo, ou melhor, não é uma questão de tempo, porque sem mais nem menos aquele pequeno ato já estará sendo copiado por dezenas, centenas e até milhares de outras pessoas.
Não acredita?
RONALDO!
A junção mídia/imparcialidade é um dos maiores paradoxos do nosso tempo.
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