Volte no tempo. Pare na época da adolescência. Entre em sua sala do colegial. Sente-se em sua cadeira preferida. Pronto. Agora atire a primeira pedra se você:
... nunca leu um livro só porque o professor “mandou”.... nunca pulou algumas páginas para chegar logo ao final.... nunca confessou que prefere as imagens ao texto.... nunca se sentiu distraído quando lia uma notícia.
Calma, meu amigo. Antes de se envergonhar saiba que o problema não estava em você. O desinteresse pela leitura dos jovens muitas vezes é culpa da forma como o conteúdo é entregue.
Foi isso que descobriu o Centro de Gerenciamento de Mídia, da Universidade de Northwestern, em um estudo sobre as experiências de leitura dos jovens na Internet.
O estudo concluiu que:
Notícias não são importantes para os jovens como parecem: especialmente notícias sobre política, governo e assuntos públicos. Além disso, muitas vezes os jovens consideram estressante acompanhar estas notícias pela “sensação de mundo perigoso” que absorvem do conteúdo.
Sites de notícias não estão nos radares jovens: eles não se sentem motivados o suficiente para buscarem notícias. Assim, acabam acessando as informações nas primeiras janelas que aparecem – normalmente portais ou agregadores de conteúdo.
Mesmo assim, os jovens estão interessados: a frase que os pesquisadores mais ouviram durante o estudo foi “vou ler a notícia se chamar minha atenção” (vídeos, imagens, novidades e conteúdo diferente são alguns caminhos). Uma vez interessados, eles disseram que terminariam a leitura.
Os pesquisadores perceberam ainda que os sites que os jovens usam para coletar informações preservam as mesmas características: são fáceis de utilizar, oferecem notícias que podem ajudá-los na “rotina jovem”, se preocupam com a funcionalidade visual, apresentam conteúdo confiável e oferecem informações que podem ser compartilhadas com amigos e família.
O estudo aconselha que as organizações cultivem o interesse do jovem pela leitura online. Como? Entendendo quais formatos captam sua atenção, diminuindo os incômodos, estimulando a aproximação, desenvolvendo o interesse contínuo para a informação, inserindo pais e professores no esforço multiplicador e, claro, mostrando agilidade.
Como disse um dos adolescentes entrevistados: “não quero chegar atrasado a nenhuma informação.”
Para ler o conteúdo completo da pesquisa, clique aqui.
A junção mídia/imparcialidade é um dos maiores paradoxos do nosso tempo.
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