Durante anos (décadas?) os orientais foram seduzidos pela idéia de que o "lado de cá" transpirava progresso, lucro e velocidade. E o recado foi claro: se o Oriente quisesse fazer parte deste cenário de oportunidades, deveria focar sua mente nas invenções ocidentais.
Esta parte foi fácil. Convencido de que as idéias "made in America" indicavam um futuro promissor e entupido com conteúdo inédito, o Oriente começou sua busca frenética por conceitos importados: roupas, músicas e filmes ocidentais passaram a determinar as próximas gírias e comportamentos.
"Que exagero, isso se chama influência... e só!" não, foi muito mais que isso. Alguns chineses, inclusive, começaram a se aventurar em cirurgias para arredondamento dos olhos. E isso não foi apenas estética, mas um sinal de que a busca pela aceitação em diferentes mercados criara laços tão intensos que influenciavam comportamentos.
Bom... isso foi antes. Hoje, ironicamente, exergamos uma troca neste comportamento. Somos bombardeados pelo cinema asiático, tatuamos símbolos japoneses no peito, saboreamos cromáticos peixes crus, assistimos desfiles de estilistas orientais, buscamos inspiração em arquiteturas budistas, assistimos aberturas olímpicas que raptam nosso fôlego, pesquisamos toyarts inspirados em personagens de olhos puxados, encontramos mangás para qualquer idade.
"Mas tudo isso sempre existiu aqui..." Claro que sim, mas só agora as marcas se sentem confortáveis para agregar o potencial cultural e criativo desta orientalização. O segredo não é milenar, mas serve de inspiração:
não devemos nos preocupar em abrir nossos olhos, mas sim, em torná-los cada vez mais afiados.
Para se sentir parte dessa orientalização, acesse o site Chinese Names, escreva seu nome e veja como a inversão de lados pode acontecer de forma natural, divertida e sem traumas.
A junção mídia/imparcialidade é um dos maiores paradoxos do nosso tempo.
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