Não é incrível como algumas coisas tornam-se verdadeiras epidemias dá noite para o dia e outras simplesmente terminam antes que se quer alguém chegue a ouvir falar delas?
O que faz a diferença? Por que determinadas coisas são tão contagiantes e se multiplicam de uma hora para outra? E por que outras... que outras? Eu nem me lembro das outras.
A resposta talvez esteja nos detalhes, citando Malcolm Gladwell “Basta uma ligeira mudança para se desfazer o equilíbrio e desencadear uma epidemia.”
Segundo o autor, existiria um “Ponto de Virada” (titulo de um de seus livros) no qual uma pequena ação ou uma ideia simples e eficiente pode fazer toda a diferença.
Se você parar no meio de uma avenida movimentada e começar a olhar constantemente para o alto de um dos edifícios, brevemente, muitos outros estarão fazendo o mesmo que você – alguns mais imaginativos ou alcoolizados talvez vejam alguma coisa realmente.
São atitudes pequenas, mas que mexem com características universais do ser humano, como a curiosidade, a raiva, a ambição, a sensualidade...
É necessário pensar no que está por trás de determinados comportamentos, pegar a raiz da coisa.
Descoberto isso, dado o primeiro pequeno passo, é hora de disseminar a ideia. E nessa hora entram os influenciadores dos grupos e da sociedade.
São essas pessoas que, por sua popularidade ou pelo seu crédito, funcionam como “mestres” - lembra? A brincadeira de siga o mestre?
Nesse momento tem início o famoso boca a boca, e para o “vírus” se alastrar é uma questão de tempo, ou melhor, não é uma questão de tempo, porque sem mais nem menos aquele pequeno ato já estará sendo copiado por dezenas, centenas e até milhares de outras pessoas.
Não acredita?
RONALDO!
Você já deu sua twitada hoje?Se você nem sabe o que é isso pode estar perdendo uma importante oportunidade de aumentar suas chances de negócios.
Twitter, Facebook, Youtube, Orkut, Linkedin, MyEspace...Ufa! As redes sociais são hoje as grandes campeãs de audiência da comunicação de massa. Com um diferencial importante: nelas, qualquer um pode gerar conteúdo.
E claro, a publicidade já está de olho neste filão, e faz tempo.
Exemplos disso são o facebook, no qual as empresas e desenvolvedores podem criar aplicativos e jogos online dentro da própria rede, e o Twitter, onde até as famosas twittadas de celebridades se tornam oportunidade de merchandising.
Mas nem por isso as coisas são tão simples quanto parecem. Toda essa democracia das redes sociais pede que o conteúdo seja muito mais atraente e inteligente para que tenha chance de se destacar em meio a tantas opções. Se as oportunidades de gerar comunicação são grandes, a concorrência direta e indireta é ainda maior.
A exigência do público também é muito maior. Além da velocidade das informações que mudam e se tornam velhas muito rapidamente.
As redes são, na verdade, o melhor exemplo do sinal dos tempos, da globalização e do imediatismo que fazem parte dos dias atuais. A comunicação se transformou em item descartável, embora tenha que ser cada vez mais elaborada e estratégica.
Se trata de uma possibilidade atraente de comunicação. É preciso, apenas, entender bem o funcionamento destas novas mídias e permanecer em constante atualização, e de quebra ser genial.
Volte no tempo. Pare na época da adolescência. Entre em sua sala do colegial. Sente-se em sua cadeira preferida. Pronto. Agora atire a primeira pedra se você:
... nunca leu um livro só porque o professor “mandou”.... nunca pulou algumas páginas para chegar logo ao final.... nunca confessou que prefere as imagens ao texto.... nunca se sentiu distraído quando lia uma notícia.
Calma, meu amigo. Antes de se envergonhar saiba que o problema não estava em você. O desinteresse pela leitura dos jovens muitas vezes é culpa da forma como o conteúdo é entregue.
Foi isso que descobriu o Centro de Gerenciamento de Mídia, da Universidade de Northwestern, em um estudo sobre as experiências de leitura dos jovens na Internet.
O estudo concluiu que:
Notícias não são importantes para os jovens como parecem: especialmente notícias sobre política, governo e assuntos públicos. Além disso, muitas vezes os jovens consideram estressante acompanhar estas notícias pela “sensação de mundo perigoso” que absorvem do conteúdo.
Sites de notícias não estão nos radares jovens: eles não se sentem motivados o suficiente para buscarem notícias. Assim, acabam acessando as informações nas primeiras janelas que aparecem – normalmente portais ou agregadores de conteúdo.
Mesmo assim, os jovens estão interessados: a frase que os pesquisadores mais ouviram durante o estudo foi “vou ler a notícia se chamar minha atenção” (vídeos, imagens, novidades e conteúdo diferente são alguns caminhos). Uma vez interessados, eles disseram que terminariam a leitura.
Os pesquisadores perceberam ainda que os sites que os jovens usam para coletar informações preservam as mesmas características: são fáceis de utilizar, oferecem notícias que podem ajudá-los na “rotina jovem”, se preocupam com a funcionalidade visual, apresentam conteúdo confiável e oferecem informações que podem ser compartilhadas com amigos e família.
O estudo aconselha que as organizações cultivem o interesse do jovem pela leitura online. Como? Entendendo quais formatos captam sua atenção, diminuindo os incômodos, estimulando a aproximação, desenvolvendo o interesse contínuo para a informação, inserindo pais e professores no esforço multiplicador e, claro, mostrando agilidade.
Como disse um dos adolescentes entrevistados: “não quero chegar atrasado a nenhuma informação.”
Para ler o conteúdo completo da pesquisa, clique aqui.
Imagine que faltem 15 segundos para um meteoro (sempre ele) cair na Terra, mais exatamente no perímetro que envolve o boteco da esquina e o seu quarto. E outra: você tem este tempo para avisar o maior número de pessoas sobre o que está pra acontecer. O que você faz?
a. ( ) Grita! b. ( ) Disca 190 e, aí sim, grita!c. ( ) Liga para aquele amor secretod. ( ) Não avisa ninguém (de birra)e. ( ) Manda uma mensagem no Twitter
Marcou a letra “E”? Você deve fazer parte dos 10 milhões de visitantes no Twitter. Este dado é de fevereiro/2009 e indica um aumento de 700% em comparação ao ano anterior. Se você (ainda) não faz parte deste número e não conhece a ferramenta, seguem duas explicações úteis. A primeira (e mais chata) é:
“O Twitter começou como um projeto paralelo em 2006, crescendo como um serviço de mensagens curtas em tempo real e que trabalha com redes e dispositivos múltiplos.”
A segunda (e mais legal) é: “Responda ‘o que você está fazendo’ em até 140 caracteres.”
Quando a revista Wired começou a falar sobre o fim dos blogs (comentamos sobre isso no Blogando) aproveitou para declarar um substituto à altura. Ele mesmo, o Twitter.
Mas 140 caracteres fazem tanto barulho assim? De acordo com Dennis Goedegebuure, do blog The Next Corner, 2009 é o ano em que o Twitter estará em alta. Os motivos? Lá vai:
1. A mídia começou a prestar atenção (New York Times, Wall Street Journal…)2. Acontecimentos aparecem primeiro no Twitter (ex: terremoto em São Paulo)3. Early adopters que perderam o interesse estão voltando (olhe nosso dicionário se você não sabe o que são os early adopters)4. O presidente Obama fez campanha no Twitter (e ganhou!)5. A ferramenta já é utilizada em conferências como triagem para perguntas6. Feedbacks de empresas são mais rápidos no Twitter7. Cada vez mais serviços e aplicativos do Twitter são criados e financiados8. Relações Públicas das empresas descobriram seu alcance e aceitação
Irônico, Dennis Goedegebuure ainda arrisca algumas previsões para que você perceba que o Twitter já não vale mais a pena. São elas:
1. Seus pais começam a “seguir” você2. Mensagens do Twitter viram processo judicial3. Escândalos políticos começam a ser denunciados na ferramenta4. O Twitter começa a dar dinheiro5. Pessoas param de escrever sobre ele
Brincadeiras a parte, segue o conselho: cansou de escrever pelos cotovelos? Seu blog é atualizado uma vez por ano? Tá a fim de entrar no Twitter? Acesse o site, faça seu cadastro, mas lembre-se: utilize a ferramenta como agregadora de conteúdo, e não como uma simples máquina de divulgação promocional. Vai por nós, seus seguidores o abandonarão caso você insista em falar mais do que deve.
A junção mídia/imparcialidade é um dos maiores paradoxos do nosso tempo.
Envie esta postagem para mais dez pessoas no prazo de sete dias e algo vai acontecer, ou não.